Ana... na real!: silêncio
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terça-feira, 24 de novembro de 2009

Tenho urgência!

...

Urgência pela vida, pelas histórias tão cuidadosamente desenhadas e não vividas.

Urgência por colher os frutos no pé que plantei, por juntar as peças do quebra-cabeça, por descobrir o caminho correto à seguir, aquele que traz mais do que felicidade passageira, traz sabedoria.


Urgência por atitudes... que definem os rumos, que demostram coragem, que provocam segurança e esta... ah... esta fica! Mudar tudo não é fácil, não é para qualquer um, é apenas para quem conserva o poder sobre o que é, sobre o quer.

Urgência por mudança, não porque simplesmente a desejo e sim porque já aconteceu, em mim.

Urgência pelos sonhos que estão sempre um passo à minha frente e parecem congelados num silêncio tão frágil...

Mas para que tanta urgência se o mundo roda sem minhas influências, se o futuro não me pertecem, se o que tenho é o hoje e nada mais?

Por que esse sentimento de PRECISAR fazer para alcançar, se não há o que fazer? Por que é tão difícil em dias difíceis?

O que me conforta é fechar os olhos, respirar e viver os sentimentos que me movem - certa de que são os corretos e de que sou fiel à eles -, sabendo que tudo encontra um resultado, algum dia...

...E não serei outra pessoa quando esse dia chegar.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

De repente... LUZ!

...

De repente... ESCURIDÃO!
Na tela do computador, no quarto, na casa,
nas ruas, em todo o horizonte.
Escuridão em cada canto desta cidade.

Nas ruas... caos e medo.
Aqui... silêncio, reflexão, paz.
O único sentimento que me incomodava era o medo
pela segurança dos que amo que poderiam,
eventualmente, estar em meio a confusão.
Felizmente, não havia motivos para preocupação.
Todos descansando em suas casas,
velando um sentimento idêntico ao meu.

De repente... LUZ!
E não foi uma luz qualquer.
Hoje não foi um dia como os outros.
Na escuridão algo aconteceu
e uma luz mágica invadiu tudo!
Tirou das trevas sentimentos nobres
e certezas já esquecidas.
A confiança, a autoestima, a consciência do ser.
Tudo revelado, como milagre.

O dia teve outro sabor...
De desafio, descoberta e vitória.
Sensação de renascimento!
Leveza...

A verdade devolve o poder para os que
tem coragem de encará-la de frente.
O obscuro tornou-se claro, transparente
como nunca deveria ter deixado de ser.

A luz retornou aos olhos que lhe pertencem,
os sorrisos invadiram aos ambientes apáticos,
a energia voltou a correr pelas veias.
Novos espaços abertos...
Janelas para a vida, abrindo novamente
a alma para o crescimento.

Até lembranças, algumas que fugiram
com o passar dos anos, voltaram nítidas,
carrregadas de força, sabedoria, lucidez.
As respostas estavam lá...
mas foi necessário que o choque acontecesse
para que se fizessem entender.

O quanto essa luz vai durar?
O tempo que durar o desejo de ser feliz e pleno.

...

domingo, 12 de julho de 2009

Amar Você


Em meu primeiro post, um texto que li quando adolescente e até hoje retrata meus sentimentos perante a vida e as minhas emoções... Não sei o autor, mas admiro sua sensibilidade.


“Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte do tudo que acredito não me tape os ouvidos nem a boca.
Porque metade de mim é o que grito... mas a outra metade é o silêncio.

Que a música que eu ouço ao longe seja linda, ainda que cante tristeza.
Que o homem que eu amo seja para sempre amado, mesmo que distante.
Porque metade de mim é partida... e a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta a uma mulher inundada de sentimento.
Porque metade de mim é o que ouço... mas a outra metade é o que calo.

Que esta minha vontade de ir embora se transforme na paz que eu mereço.
Que esta tensão que me corroe por dentro seja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que penso... e a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste; que o convívio comigo mesma se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso que eu lembro ter dado na infância.
Porque metade mim é a lembrança do que fui... a outra metade não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria para me aquietar o espírito.
Que o teu silêncio me fale cada dia mais.
Porque metade de mim é abrigo... mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela não saiba.
Que ninguém a tente explicar, porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer.
Porque metade mim é platéia... e a outra metade é a canção.

Que a minha loucura, que o meu amor, seja perdoado...
Porque metade de mim é AMAR... e a outra metade... VOCÊ”.