Ana... na real!: paz
Mostrando postagens com marcador paz. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador paz. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

De repente... LUZ!

...

De repente... ESCURIDÃO!
Na tela do computador, no quarto, na casa,
nas ruas, em todo o horizonte.
Escuridão em cada canto desta cidade.

Nas ruas... caos e medo.
Aqui... silêncio, reflexão, paz.
O único sentimento que me incomodava era o medo
pela segurança dos que amo que poderiam,
eventualmente, estar em meio a confusão.
Felizmente, não havia motivos para preocupação.
Todos descansando em suas casas,
velando um sentimento idêntico ao meu.

De repente... LUZ!
E não foi uma luz qualquer.
Hoje não foi um dia como os outros.
Na escuridão algo aconteceu
e uma luz mágica invadiu tudo!
Tirou das trevas sentimentos nobres
e certezas já esquecidas.
A confiança, a autoestima, a consciência do ser.
Tudo revelado, como milagre.

O dia teve outro sabor...
De desafio, descoberta e vitória.
Sensação de renascimento!
Leveza...

A verdade devolve o poder para os que
tem coragem de encará-la de frente.
O obscuro tornou-se claro, transparente
como nunca deveria ter deixado de ser.

A luz retornou aos olhos que lhe pertencem,
os sorrisos invadiram aos ambientes apáticos,
a energia voltou a correr pelas veias.
Novos espaços abertos...
Janelas para a vida, abrindo novamente
a alma para o crescimento.

Até lembranças, algumas que fugiram
com o passar dos anos, voltaram nítidas,
carrregadas de força, sabedoria, lucidez.
As respostas estavam lá...
mas foi necessário que o choque acontecesse
para que se fizessem entender.

O quanto essa luz vai durar?
O tempo que durar o desejo de ser feliz e pleno.

...

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Crônica de Amor, por Arnaldo Jabor

"Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado em fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar. Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

...

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai ligar e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo. Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara? Não pergunte pra mim.

Você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor. É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu
fettucine ao pesto é imbatível. Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa...

Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados. Não funciona assim. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó! Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é!

Pense nisso".

Esse Arnaldo Jabor sabe o que fala!!! rs