Ana... na real!: caminho
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terça-feira, 24 de novembro de 2009

Tenho urgência!

...

Urgência pela vida, pelas histórias tão cuidadosamente desenhadas e não vividas.

Urgência por colher os frutos no pé que plantei, por juntar as peças do quebra-cabeça, por descobrir o caminho correto à seguir, aquele que traz mais do que felicidade passageira, traz sabedoria.


Urgência por atitudes... que definem os rumos, que demostram coragem, que provocam segurança e esta... ah... esta fica! Mudar tudo não é fácil, não é para qualquer um, é apenas para quem conserva o poder sobre o que é, sobre o quer.

Urgência por mudança, não porque simplesmente a desejo e sim porque já aconteceu, em mim.

Urgência pelos sonhos que estão sempre um passo à minha frente e parecem congelados num silêncio tão frágil...

Mas para que tanta urgência se o mundo roda sem minhas influências, se o futuro não me pertecem, se o que tenho é o hoje e nada mais?

Por que esse sentimento de PRECISAR fazer para alcançar, se não há o que fazer? Por que é tão difícil em dias difíceis?

O que me conforta é fechar os olhos, respirar e viver os sentimentos que me movem - certa de que são os corretos e de que sou fiel à eles -, sabendo que tudo encontra um resultado, algum dia...

...E não serei outra pessoa quando esse dia chegar.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Passado que não move nada...

De repente, o passado atravessa meu caminho como uma criança perdida que desafia o trânsito. Você não sabe de onde saiu e nem como escapou. É real, mas representa apenas um susto. Não tem rosto. Um passado que não só não me faz falta, como não o reconheço. É como se não fosse meu. Menos do que páginas dos livros que nunca li.

Pessoas, lugares, acontecimentos... Há exceções, mas a grande maioria parece nunca ter feito parte da minha vida. Não me lembro das sensações que me motivavam, dos sorrisos que me faziam feliz, das palavras que causavam emoções, dos beijos que eram tão especiais... não lembro mais o sabor que tinham.

E a questão não é memória fraca. A memória é uma das minhas melhores virtudes e piores defeitos. Chego a sentir perfumes, sabores, sentimentos, toques, ver detalhes, ouvir músicas, somente de fechar os olhos e lembrar de momentos que são meus... e como dou valor a eles! Mas estes não... Parecem nunca ter acontecido e sei que foram reais. Foram parte de uma história que construí para os outros, não para mim, e a melhor decisão foi deletá-la.

É meu passado, mas que não move nada, nem moinhos...

Não acreditava quando diziam que os 30 anos marcam na vida de uma mulher, mas é fato. Revisei os capítulos anteriores, fiz as devidas anotações e virei a página de forma tão definitiva que não há necessidade nenhuma de retornar a elas. Se esse livro da minha vida ainda existe, está entre tantos outros que não o encontraria.

Forçada pelas brincadeiras da vida, vi passar essa criança e tentei buscar quem fui naquele tempo. Descobri que a essência não mudou e sim minha atitude.

Todos os dias, alguém me encontra, me interroga com olhares, me procura na esperança de retomar uma antiga relação... Todos os dias! E só me fazem pensar que hoje não tenho medo de ser quem sou e me orgulho disso.

Sem ofensas, mas a mulher que aqui escreve não é a mesma de anos atrás, e não adianta buscá-la nas entrelinhas.