domingo, 30 de maio de 2010
quarta-feira, 31 de março de 2010
domingo, 21 de março de 2010
"...Longe dos olhos e dentro do coração..."

...SAUDADE... Palavra curiosa e sem tradução...
Será somente privilégio nosso saber o que significa? Será que alguém consegue defini-la plenamente?
A saudade traz de volta sensações, perfumes e sabores. Tudo está ali... Basta fechar os olhos que tudo vem à tona.
Tem poder milagroso sobre os sentimentos... os mantém em processo de maturação, de crescimento, de descoberta. Saudade remete à distância e à ela só o que é verdadeiro e forte sobrevive. Não é qualquer sentimento que pode ser, assim, colocado à prova.
A saudade mantém os momentos vivos dentro da gente, como se tempo não existisse... (na verdade, não existe para quem sente... nem tempo, nem distância...)
...Deitar e ainda sentir o calor e o cheio do outro... Levar consigo a imagem de quem se ama e encontrá-la sempre nos mesmos lugares onde estiveram juntos... Rir sozinha de uma situação que volta, nítida, à mente no meio do dia e ser capaz de desenhar o mesmo sorriso na lembrança... Reviver as sensações diante das palavras ditas olho no olho, dos carinhos e cuidados, com o mesmo amor que nos causaram... Sentir o mesmo arrepio toda vez que ouve a voz, que sonha, que pensa no outro... Ser capaz de cuidar do amor, com cuidado tão delicado que surpreende e encanta o nosso próprio coração e transforma tudo... todos os dias...
Pode até parecer vilã, vez por outra, quando parece nos cortar o coração, mas não é assim essa tal de saudade... Ela é combustível para suportar as dificuldades e nos manter atentos ao que nos é mais importante.
Agora... se nossa saudade não é solitária... se o outro sente o mesmo, se nos dedica tanta atenção e tanto cuidado quanto nós... ahhhh... aí sim a saudade se torna companheira dos sonhos mais queridos e nos renova a cada lembrança. Sentir junto é tão importante quanto estar ali, do lado, segurando as mãos. Quantos por aí não estão de mãos dadas e vidas separadas? Vejo tantos que dividem o teto e nem se recordam o que os levou até ali, não se completam e nem se enxergam. Não quero, de forma alguma, fazer apologia à distância, mesmo porque não gosto dela. Quero apenas ressaltar que o sentimento é mais importante sempre, ele que é capaz de vencer todas as barreiras.
A saudade é, hoje, minha companheira e sei que está louca para ir embora e me deixar com o meu amor... Ela não quer ficar ao nosso lado porque conhece o brilho dos nossos olhos quando estamos juntos e ela, a saudade, é humilde em sua pequenez... sabe que é apenas uma fase e que felicidade já existe porque é mais forte que ela.
Repetindo sua frase, mor (tadela do meu pão)... "Agarra e não solta. A gente volta".
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Uma brisa
Queria...
...ser sempre o poço de felicidade que a maioria vê, com os olhos brilhando, contemplando a vida, abraçando o mundo. Porém, vez por outra, essa brisa me abate...
Queria nunca me sentir sozinha... é indecente para alguém abençoada como eu, rodeada de gente de verdade.
Queria...
...ser tão compreensiva com meus erros quanto sou com os que amo.
...me perdoar com a facilidade que perdôo qualquer desvio de caráter dos que me são queridos e até dos que não são.
...me olhar com mais paciência e menos cobrança.
...permitir altos e baixos sem sofrer tanto, porque a vida é assim mesmo e é assim que se aprende a viver e ser gente.
Queria até controlar um pouquinho que fosse meu coração para que ele não me enganasse tão facilmente, afligindo-se por bobagem ou se mantendo assim... apertado... e fingindo não estar.
Queria...
...falar sem receio do meu querer ou do meu perder; minha dúvida ou minha saudade.
...vencer os medos que conheço tão bem e deixá-los lá atrás, no passado, sendo apenas marcas do caminho que trilhei.
Queria, mas não posso. Simplesmente não é assim...
...Ainda bem que é uma brisa e passa.
...
domingo, 12 de julho de 2009
Amar Você

Em meu primeiro post, um texto que li quando adolescente e até hoje retrata meus sentimentos perante a vida e as minhas emoções... Não sei o autor, mas admiro sua sensibilidade.
“Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte do tudo que acredito não me tape os ouvidos nem a boca.
Porque metade de mim é o que grito... mas a outra metade é o silêncio.
Que a música que eu ouço ao longe seja linda, ainda que cante tristeza.
Que o homem que eu amo seja para sempre amado, mesmo que distante.
Porque metade de mim é partida... e a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta a uma mulher inundada de sentimento.
Porque metade de mim é o que ouço... mas a outra metade é o que calo.
Que esta minha vontade de ir embora se transforme na paz que eu mereço.
Que esta tensão que me corroe por dentro seja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que penso... e a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste; que o convívio comigo mesma se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso que eu lembro ter dado na infância.
Porque metade mim é a lembrança do que fui... a outra metade não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria para me aquietar o espírito.
Que o teu silêncio me fale cada dia mais.
Porque metade de mim é abrigo... mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela não saiba.
Que ninguém a tente explicar, porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer.
Porque metade mim é platéia... e a outra metade é a canção.
Que a minha loucura, que o meu amor, seja perdoado...
Porque metade de mim é AMAR... e a outra metade... VOCÊ”.