Ana... na real!: editora gente
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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

"Você sabe...?"

Vejam que história!

"No livro Insights into Excellence, o palestrante norte-americano Charles Plumb conta uma história muito bonita.

Ele era piloto de bombardeiro na guerra do Vietnã. Depois de mais de 85 missões de combate, uma semana antes de voltar para casa, seu avião foi derrubado por um míssil. Plumb saltou de paraquedas, foi capturado e passou seis anos numa prisão norte-vietnamita.

Ao retornar aos Estados Unidos, passou a dar palestras relatando sua odisseia e o que aprendera na prisão.

Certo dia, num restaurante, foi saudado por um homem:

- Olá, você é Charles Plumb, que era piloto no Vietnã e foi derrubado, não é mesmo?

- Sim, como sabe? Nós nos conhecemos? - perguntou Plumb.

- Sim e não... Eu era quem dobrava seu paraquedas. E me parece que ele funcionou bem, não é verdade?

Plumb quase sufocou de surpresa. Com muita gratidão, respondeu:

- Claro que funcionou! Afinal, é por isso que eu estou aqui hoje.

Ao ficar sozinho naquela noite, Plumb não conseguiu dormir pensando no que ocorrera no restaurante e se perguntando: "Quantas vezes vi esse homem no porta-aviões e nunca lhe disse bom dia? Eu era um piloto arrogante e ele um simples marinheiro".

Pensou também nas horas em que o marinheiro passara humildemente no barco, enrolando os fios de seda de vários paraquedas, tendo nas mãos a vida de pessoas que nem ao menos conhecia.

Depois disso, Plumb passou a iniciar suas palestras perguntando à platéia:

"Você sabe quem dobrou seu paraquedas hoje?".


referência: Texto extraído do livro "A Coragem de Confiar", de Roberto Shinyashiki, Editora Gente, páginas 78 e 79.


Sabe... Quero 'dobrar muitos paraquedas' na minha vida!

Sou privilegiada, pois além de ter muitas pessoas dobrando os meus, sei quem são e adoro demonstrar o quanto são importantes para mim.

Provavelmente as pessoas não entendam meu comportamento, mas não me importa... Vale a pena ser grata!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

A vida não tem rascunho!

Entre as páginas do livro do Anderson, encontrei uma frase que substituiria o título O que realmente importa? com louvor: A vida não tem rascunho!

Sou fascinada por livros, autores e idéias. Sinto-me honrada quando posso unir o texto ao olhar de quem o escreveu! Com o Anderson foi assim... [Anderson Cavalcante, autor de livros sobre o valor da vida e sócio da Editora Gente]

Primeiro ele representava apenas um nome conhecido, um autor de livros que tinha a alegria de vender bem. Depois chegou sua fama pela sensação sincera e transparente do meu chefe. Em poucos dias, transformou-se em uma pessoa identificada por um endereço de email e logo estava lá na empresa nos presenteando com uma palestra baseada no seu livro O que realmente importa?. Na Bienal do Livro, no Rio de Janeiro, o reencontrei. Recebi um abraço carinhoso de alguém que nada tem de distante, de um autor interessado nas minhas impressões sobre seu livro, no resultado dele na minha vida, e não em receber elogios por sua forma de escrever. Ele não parece se interessar nada com isso. Confessei que é um livro difícil de terminar já que me proponho a ler, refletir e aplicar.

Agora é minha vez de escrever...

Esse livro tirou as "casquinhas das feridas". Deixou tudo aberto para análise. Marcou pela idéia de que a vida não tem rascunho. O caminho que escolhemos não é apagado por arrependimentos. O que sai de nossa boca nunca mais volta. As oportunidades não voltam ao mesmo ponto buscando o nosso momento, elas simplesmente aparecem e vão embora, independente da nossa atitude. As decisões se refletem no restante de nossa vida, e são diárias. Cada vez que o sol nasce é uma nova chance que não ignora o passado, mas nos dá o presente como limite. Hoje eu posso fazer uma escolha sincera pela minha felicidade, somente hoje.

Me vi fazendo o cronograma que ele propõe no livro, um balanço da minha história, com o objetivo de descobrir onde perdi o foco, em que ponto exato deixei os velhos sonhos de criança e quais eram eles. Engraçado como a gente esquece o que é importante... É lá traz que estão as missões de vida que deixamos escondidos nas gavetas da mente. Encontrei muitas das minhas nessa leitura de cabeceira.

Descobri que meu amor por escrever é mais antigo do que pensava... Lembrei que o lugar que mais amo no mundo não está há muitas horas de mim e nunca mais fui até lá... Que era de olhos fechados, sentada em uma pedra, recebendo a névoa da cachoeira em todo o meu corpo que me sentia mais perto de Deus... Que amo esportes radicais e ainda vou pular de paraquedas e conhecer a maior quantidade de lugares exóticos que puder! Ficou mais claro que sonho com um cantinho meu, decorado do meu jeito... Que desejo amar demais e viver ao lado de um homem que admire... Que meu maior sonho é ser mãe, mesmo que não for um filho do meu ventre... Que minha missão é ajudar as pessoas, é isso que quero fazer todos os dias, não importa como. Se não me dou, não sou eu. Não tenho muito a oferecer, mas o que tenho preciso utilizar para transmitir aos outros amor, alívio, conforto e paz.

Tenho meu trabalho, me orgulho dele. Amo o que faço porque lido com livros e com pessoas, mas tenho feito pouco porque o foco se perdeu na correria, na cobrança, na busca por sobrevivência e por um sucesso que não existe. Correndo atrás da vida, sendo que ela está aqui, nas minhas mãos, hoje.

Aprendi uma frase na infância: As flores deixam perfume nas mãos de quem as dá...

É o que sinto quando ajudo alguém, quando sei que disse o que precisavam ouvir, dei o carinho que precisavam sentir, fiz alguém se sentir amado e importante, ofereci a mão a quem não tinha mais esperança, fiz alguém sorrir com o coração e com a alma, mesmo que dentro das minhas limitações. Isso perfuma meu viver!

Há uns dias atrás, uma das minhas colegas de trabalho veio me parabenizar por ter compreendido e ajudado outra pessoa. Não aceitei os parabéns porque não acredito nisso. Devo agradecer apenas a Deus por me dar a oportunidade de fazer o bem. Só me engrandece o espírito e me traz felicidade. Faço sem esperar recompensa, mesmo porque esta já veio, já me inundou. Não preciso de mais.

Minha vida tem um propósito, uma missão, e essa leitura me fez organizá-la dentro de mim. Existem metas a cumprir. É um caminho e estou novamente alinhada.

Quero, com esse texto, agradecer ao Anderson por ter me feito lembrar do que é importante e por fazer isso de forma tão simples. Parabéns pelo sucesso de sua grandiosa missão, esta que poucos encaram! Obrigada.